domingo, 13 de novembro de 2016

Sobre Santa Cruz dos Milagres, Fé e Treze Jovens!


Segue o dialogo:
- Vamos? (um jovem pergunta)
- Vamos! (Outro jovem responde)

Faltavam 20 minutos pra excussão sair e a mão ainda estava entendida, para quem quisesse vir, para quem quisesse partilhar de algumas horas de fé e perseverança. O jeito missionário nunca foi tão representado em um diálogo, é exatamente assim: espontâneo, solidário e às vezes até inconsequente. Mas qual jovem com a missão de mudar o mundo não o é?

Confesso aqui que escrevo melhor do que falo que penso melhor que escrevo e sinto melhor do que penso. Dessa forma, em um resultado fácil não conseguiria descrever uma forma fiel de representar esta viagem, do quanto é intenso sentir o poder da fé e bonito ver a esperança nas pessoas. É curioso questionar o que leva mais de 500 pessoas (estimativa) a irem à Santa Cruz dos Milagres, um local seco e quente, e subirem degraus descalços, de joelhos, passando sede, calor, fome entre outras formas de desconforto. Você responderia: FÉ. Mas o que seria fé? É algo inexplicável, é impossível escrever, falar, pensar, é o sentir. Fazendo uma associação então, a fé seria fala presa no coração, que apenas pulsa e faz o corpo se sentir vivo.




O coração seria então o que faz pulsar a cidade de Santa Cruz dos Milagres, em que todos os anos recebem centenas de fieis de todas as idades que movidos pela fé, por uma crença misteriosa, não contada pela História, não datada, não documentada, apenas acreditada e passada em falas orais entre os cristãos. O que se conta é uma pequena história de um vaqueiro e um beato. Senta lá que eu vou contar:

“Próximo à região havia na cidade de Valença uma fazenda chamada “Jatobá” terra do Vaqueiro em questão, chegou-se um beato, ele já havia passado por outros locais e falava de penitência e devoção, muitos moradores já se convenciam e propagavam os tais ensinamentos do viajante. O beato levou o vaqueiro ao ponto mais alto do morro e pediu que ele abrisse um buraco mais profundo em uma pedra bruta e saiu rumo ao mato e trouxe uma cruz de madeira. Ao observar que o Vaqueiro não havia começado a cavar nada, logo achava que não era possível cavar em uma pedra, naturalmente. O próprio beato com o seu dedo, fez um movimento circular e abriu-se um buraco profundo no local. Fincou a cruz e disse ao Vaqueiro que naquele local se faria milagres. Logo após desceu o morro e próximo ao rio São Nicolau, mostrou ao Vaqueiro uma nascente de água (chamada de Olho D’água), esse não conhecia. E disse: “por essas aguas haverá milagres”. Em seguida, o beato desapareceu. Apesar das demonstrações, o Vaqueiro não acreditou por completo, então, em um dia, sua filha adoeceu. Ele tentou de todas as formas curare-la, mas não obteve êxito. Então, a levou ao topo do morro e depois a fez beber da água da nascente, a garotinha se curou.”.

Desde então, essa é a história que se diz real na região e movimenta tantas pessoas a cidade, que acreditam em um poder de cura, de realização de milagres. Mais uma vez a famosa FÉ. Movidos por ela, nós, jovens missionários, fomos e conseguimos vender todas as aguas minerais que tínhamos pra vender, os “dindins” de manga, maracujá e abacate. E vencer os obstáculos do cansaço e falta de dinheiro.



A História e a viagem foi um patrocinada pelo melhor prato da viagem “A la Ludline” e protagonizada pelos trezes jovens vendedores de água e dindin.



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